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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Sun Art

Diretor de arte, designer, e ilustrator, Simon Fernandes é, provavelmente uma dos artistas mais criativos que já conheci. Além de ser adepto do pontilhismo ( que eu considero uma das técnicas mais trabalhosas pra quem faz ilustração) ele foi responsável pela criação de um Outdoor usando 1.000 000 miçangas sensíveis à raios UV. Imagino o quanto ele e a equipe ficaram apreensivos com o resultado, já que o painel foi desenhando e as miçangas foram coladas num local onde a luz do sol não alterasse o projeto antes de ser levado às ruas.
O resultado das diferentes tonalidades de cor foi conseguido usando apenas protetor solar e rendeu uma ótima propaganda pra Nívea. Clica ai e confere.


                     

Obs: Alguém mais reconheceu a música do Edward Sharp and Magnetic Zeros que toca no finalzinho? Hahaha.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Caroline Seales



 Inspirada nas bonecas que ela mesma customiza,  Caroline Seales, cria ilustrações apenas com traços simples e traços descontínuos- rachuras. 



Depois do desenho pronto, o efeito de luz e sombra que as rachuras concedem, garante uma impressão de realidade nos traços femininos. Confiram





quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Courtney Brims


As vezes eu fico impressionada com que os ilustradores são capazes de fazer usando materiais simples e contraste de luz e sombra. Usando apenas lápis - daqueles 2B, 6B - e influenciada pela era vitoriana, histórias de assombração, fotografias antigas, além de sonhos e pesadelos, a Courtney Brims cria ilustrações capazes de nos deixar apaixonadas à primeira vista. 


Eu estava me perguntando esses dias como misturar lápis de cor com grafite sem borrar o trabalho. Quem já usou lápis 6B, sabe como a gente tem que ser cuidadoso, pra não sujar o trabalho e entrar em desespero. É um apaga aqui, põe sombra a mais alí, e esfuma. E sombreia... Enfim, é um exercício de paciência. O traço suave evidente nos trabalhos da Courtney permite essa mistura de cores e tonalidades, com o degradê de preto.




Outra característica bem marcante é a representação de elementos de histórias infantís em versões mais sombrias. A ilustração da Mary com os carneirinhos exemplifica isso bem. A expressão dela é triste, vazia se aproximando bastante da realidade. O mesmo realismo é visto na textura dos pelos dos animais que ela desenha, e nos volumes e padronagens dos tecidos.





Já vou testar as técnicas dela, na minha próxima ilustração. Quem sabe consigo aprender né? Espero que tenham gostado do trabalho dela.